Não sei onde quero chegar com isso. Não necessariamente que eu sempre precise chegar a algo. Dar vazão a alguns desejos às vezes pode ser um luxo.
Sou o bem e o mal. Posso ser o anjo e o demônio. O luxo e o lixo. O caos e a paz. Quando, simplesmente, sou como a maioria: passo o dia no trabalho, almoço, janto, amo, choro, lembro, sinto...e desejo, todos os dias, sem excessão, o mesmo homem.
Todos somos incomuns, pelo menos para alguns. Sinto uma enorme vontade de estar com as pessoas que amo, que chega a doer.
O barato do presente, é que nele nos ocupamos de nos preparar para o futuro : incerto, lindo, pleno.
Amo um homem que também me ama, e quando me ama é sempre intenso, insano, devasso! Saí do útero, depois de nove meses, de uma mulher anticonformista, incrível inteligente...e do saco de um homem misterioso, inspirador e vacilão. Mãe da mulher ''anticonformista'' é simples, acolhedora, terna, e me criou com todo o seu melhor. Tenho uma irmã de útero e saco alheios, doce como bala de côco, fofa como travesseiro, onde posso me acolher e fazer as piores confissões. Um anjo também está presente em minha vida...outra irmã linda,fraternal, com quem dou muitas risadas. Tenho uma família que amo, e dá dor de cabeça às vezes. E outra família emprestada, que também amo e me sinto em casa.
Não sabia onde ia chegar, nem o que escrever e saiu assim. Bem ao acaso, passional, com carinho, até a última palavra.
*escrito originalmente em 07/01/2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010
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