Decifra-,me
Ou te devoro!
Eis o que diz,
Teu olhar
E teu distanciamento
Aparente de tudo.
No meio do deserto,
A imponência da esfinge
Não é mero delírio
(Como o de quem encontra um oásis)
E eu me sinto banal
Diante do seu magnetismo.
E ela permanece assim,
Com seu olhar
Imutável e avassalador.
Nem todos os homens da terra
Têm a coragem e o poder
De decifrar seus mistérios.
Me perco
Em uma tempestade de areia
E mesmo sob qualquer caos,
Tenho a certeza,
De que ela está segura e imóvel
Apenas olhando para mim e para tudo,
Sem nada dizer...
*escrito originalmente em 29/04/2009*
sexta-feira, 4 de junho de 2010
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