terça-feira, 13 de julho de 2010

A Todo Vapor

Trabalhem, músculos involuntários,
Mexam-se! Se cansem...
Retomem as energias
Recomecem a todo vapor.

A vista some perante o horizonte
Não te vejo, não me vejo,
Estou num universo paralelo
Estamos em outra dimensão.

Nossas almas estão na mesma corrente
Metade do meu cérebro não funciona
Os poros respiram uma luz confusa
Nossas razões inexistem...

Minhas pernas tremem,
Quase somem,
Minhas células se debatem
Num puro frenesi.
E a corrente já perdeu seu fluxo,
O Tudo e o Nada se misturaram
Não sei de mim, não sei de você
O silêncio pairou, nossos corpos urraram
O espírito quis continuar
O corpo pediu pra parar...

E eu desapareço...

*escrito originalmente em 26/01/2008*

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